Nova funcionalidade do Facebook ignora controles de privacidade dos usuários

Após o recente acordo realizado entre a Federal Trade Comission e Facebook, vislumbra-se uma mudança objetiva na forma com a qual a rede social implementa novas funcionalidade em relação à sua transparência e impactos para a privacidade de seus usuários. Certamente que o passado não apresenta um bom retrospecto neste sentido - nem mesmo o passado mais recente. Um dos últimos capítulos do atribulado relacionamento entre a rede social Facebook e a privacidade de seus próprios usuários apresenta contornos bastante críticos, mesmo para quem já se habituou à visão peculiar da empresa em relação aos problemas referentes à privacidade e proteção de dados pessoais. Uma nova funcionalidade do Facebook, denominada Ticker, localizado no canto esquerdo da tela do usuário, apresenta em tempo real as mais recentes atividades dos amigos do usuário na rede social - seus comentários, fotos, "apps" utilizados, sinalizações e tudo mais. À parte o fato de que trata-se de um relato integral da atividade dos amigos na rede - exacerbando a exposição de seus usuários - o que parece mais crítico é o fato de que os aplicativos instalados pelo usuário permitem pouca, quando permitem, customização em relação à exposição que fazem das atividades do usuário. Assim, o aplicativo de um jornal pode, tranquilamente, revelar aos amigos quais matérias o usuário está lendo, ou então um aplicativo de uma rédio online poderia atualizar no Ticker a música que está sendo ouvida. O Ticker exacerba um problema clássico com o Facebook, que são as presunções tomadas pelos seus aplicativos a respeito das expectativas de seus usuários em relação à exposição de seus dados. Há de se ver se o futuro reserva mudanças também para estes recentes percalços.