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POR: Observatorio | 0 Comentários | 25/07/2011

A batalha pela identidade na Internet

As tentativas de vincular o acesso à Internet a alguma modalidade de identificação pessoal estão presentes em diversas iniciativas regulatórias. No Brasil, é um dos temas sempre presentes em debates sobre a criminalização de algumas condutas realizadas por meio da Internet, em algumas das iniciativas de regulação das Lan Houses e, de forma generalizada, no discurso que aborda o acesso aos meios de comunicação digitais sob o prisma da segurança.

A identificação do usuário da Internet é um debate aberto justamente pelo motivo da própria estrutura da rede ter sido concebida sem maiores preocupações neste sentido. Privilegiou-se a eficiência das comunicações a um custo potencialmente baixo, em detrimento de maiores formalidades quanto às possibilidades de aceso à própria rede.

O que pode se observar mais recentemente é que a identidade passou a ser uma questão primordial não somente para finalidades ligadas à segurança e regulação da rede, mas para diversos modelos de negócios estruturados em torno de algum tipo de monetarização a partir da identidade real de usuários da rede.

O modelo das redes socias, por exemplo, é paradigmático. Já é conhecida a política do Facebook que, por exemplo, não permite aos seus usuários a utilizacão de pseudônimos ou de qualquer mecanismo que ofusquem a sua real identidade.

por sua vez, recente chegada do Google+ foi acompanhada de uma política de eliminação de perfis anônimos ou de pseudônimos por parte da empresa. A participação no Google+, portanto, parece estar vinculada à aceitação da utilização dos serviços da Google a partir de uma identidade real.

A ênfase na identificação real para o acesso a serviços que, cada vez mais, fazem parte do uso cotidiano da rede por grande parte de seus usuários implica em mais um elo rumo à identificação da maioria – senão de todos – atos realizados por um usuário na Internet. Os efeitos deste novo paradigma devem ser analisados à luz dos seus potenciais efeitos à privacidade e liberdade de expressão, sem o que podemos acabar deixando para traz um belo quinhão das liberdades pessoais que foram essenciais para que a rede se tornasse o que é hoje.

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